5 de outubro de 2007

Vagueios

E a pouco e pouco se deixa fugir pedaços de tudo.
Ficam retalhos de nada demasiado pequenos para construir seja o que for, sem que artista algum consiga reciclar o que mais não são do que vidas sem sentido.
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Vê-se o nevoeiro e o sol quente da mesma forma; aquela que de tão simples e banal, sem nada mais esperar do que o amanhecer ou o arrefecer da noite, perdeu o encanto.
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"Pronto: morri. E agora? Agora preciso do teu amor mais do que nunca."
[Carlos Nóbrega, A Invenção da Alma]

1 de outubro de 2007

Por baixo da pele

O silêncio que me sufoca, nasce das palavras que não digo, encravadas na garganta numa escuridão fria sem madrugada. Aquele silêncio cravejado de lágrimas sem sabor, que abafo e que transformam o sentir do pensamento, numa dor intensa, latejante, gritante sem se fazer ouvir.
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Esse silêncio que já não sei como calar.
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