28 de agosto de 2008

Novas desta terra

Novo ano ou coisa nenhuma dessas, porque uns dias de Sol ou chuva ou temporal sem descanso, não mudam os números do calendário; aliás, nem estes transformam gente e lugares, portanto fique cada um com o seu 2008 que eu fico com o meu. Viaja-se, vêem-se corpos de todas as coisas, respira-se ar quente e toca-se a neve, quando meio mundo procura assar e queimar, que nem frango esquecido sobre a grelha. Contam-se quilómetros ao longo de espaços designados agora para percorrer, outrora apenas para serem descobertos. E volta-se ao ponto de partida, onde há geada de manhã, pontes escuras, gente de sempre - daquela que bem podia esfumar-se à passagem de uma brisa (como nos filmes, por exemplo) e da outra; da que nos aquece o ser. Volta-se ao ponto de partida e escrevem-se linhas de crónica do tempo e do lugar comum, sem que se perceba onde está o sentido do seu significado. Ou talvez não.
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22 de agosto de 2008

Um dia, só um dia

Voltei.
E ainda em tempo de Sol, procurei-te ou encontramo-nos, tanto faz. Olhei de novo os olhos que só via sem presença há tempo demais. Respirei ar de ti. Ali fiquei. Somente.
No escuro adormeci depois, um pouco mais perto, um pouco melhor.
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