23 de novembro de 2008

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Queria mudar esta vida e não posso. Queria dormir de outra maneira e não posso. Fico com um punhado de letras não escritas, desinteressantes para toda a gente e sem significado para ninguém. Fecho o livro da saudade do que não existe ou do desalento triste do que é, para pessoa alguma espreitar as linhas lagrimais aí dormentes. Para só eu ver e mais ninguém chorar.

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13 de novembro de 2008

Raio de coisa

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Tempo passou, muitos dias, as unhas vermelhas são agora rosa simples. Mas continuo a não gostar da gente que podia ser pessoa, contudo permanece sob o jugo da mediocridade. Porque quer. Simplesmente pelo facilitismo de não fazer nada de útil e apenas se arrastar à minha frente, obrigando-me a abrandar. Raio de coisa esquisita. E aquele grito... aquele... grito. Só. E nada mais.
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