Estou sentada no sítio exacto onde apenas se ouve, ao longe, o eco dos carros que entram e saem da cidade. Vem um friozinho de noite pela janela entreaberta, que não fecho para escutar esse som que vai e vem, lembrando-me da vida lá fora, onde alguém fala comigo baixinho, em pensamento, muito embora ouça claramente todas as palavras; como se soletradas fossem ao meu ouvido, ou cantadas melodiosamente em surdina.
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E enquanto escrevo, quase se me varre da ideia onde estou. Por momentos, por instantes. Pequenos pedaços de tempo onde o sono quase chega pleno de serenidade.
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Hora de voltar ao trabalho.
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O próximo capítulo de nós chega quando sair daqui.
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