9 de novembro de 2006

Desperdício





Não foi tempo meu.
Não foram horas nem minutos que tenha sentido como meus. Não chegaram a mim verdadeiramente.


Foi antes como se flutuasse sobre o chão que parecia pisar, como se as faces que via não estivessem de olhos abertos, como se o Sol, a Lua e tudo quanto se mostrava à luz do dia ou no sossego da noite, fossem uma realidade distante.

Foi tempo de correria, de sensações contraditórias, de vida sem ar.
Foi tempo contado em meses, de perder dias.
Sem saber se valeu a pena.
Ainda.

2 comentários:

jumpman disse...

Apesar de ser um daqueles percursos em que só se sabe se valeu a pena ao chegar ao fim, acredito que o "pote de ouro" encontra-se lá, à espera de ser descoberto.

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Jo disse...

Acredito que um dia saibas a resposta . Quando ela chegar até ti, pode ou não fazer toda a diferença.

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